03/02/2010 2 comentários

Leda

Entre sopros ofegantes uma brisa temporária

Envolvo-me em uma curta fantasia

Procuro sentidos não encontrados

Perto da minha euforia

 

Enrolando a felicidade em salivas desconhecida

E nelas que às vezes me encontro

Sempre aperto bem a saída

Para encontrar o que me proponho

 

É em um labirinto conhecido

Que eu me perco em meus sentidos

 

É na ponta que se esconde o verdadeiro medo

Promovendo o encontro do acaso e do desejo

Anestesiando a rotina em sentidos já dormentes

Passeando pelo meu corpo, alma e mente.



02/02/2010 1 comentários

Desabafo!

Eu não sei escrever tio

Eu sou apenas um semi analfabeto

Que completou o 3º colegial no supletivo

O que eu leio é jornal e quanto mais eu leio menos eu quero ler.

Só desgraça

Não vejo graça

Prefiro ser mais um burro que não sabe ler nem escrever 

Do que saber ler e não saber dar um sorriso

É por isso que eu fujo

É por isso que me entorpeço

(Matheus)




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Fracasso

Após pensamentos, resenhas, sonhos, pesadelos e bastante baba no meu travesseiro, eu acordei muito aliviado, com a mente em branco, acordei de bem comigo mesmo. Logo depois dos braços esticados e um longo bocejo pensei... “vou marca esse dia com um texto”, mas não vai ser qualquer textinho, vai ser “O texto” palavras que descrevam exatamente como estou de bem comigo mesmo, ate porque é de fato um dia histórico. (para mim)
Sentei em frente ao computador, abri a pasta de musicas do Radiohead, automaticamente a seta do mouse selecionou a musica “creep” e já colocou no “repete” (não sei explicar o porquê, mais essa musica domina minha mente) e para completar as ferramentas de um bom texto abri um arquivo no Word, pronto, tinha tudo que precisava! Opa!, Me esqueci do velho e bom companheiro, o copo com café, agora sim estou pronto, só falta um assunto, um assunto que possa ser a porta para eu poder descrever minha alegria em estar alegre sem motivo.
A musica de fundo rasgava meu cérebro de tal forma que bloqueava meus pensamentos, não entrava nada, então resolvi busca inspiração em outros pensamentos.
Abri a pagina de poesias do Thiago Kaza li algumas de suas viagens mentais e nesse mesmo embalo cabei parando na pagina do Renato Mourato, suas historias, fabulas e observações ainda não era o que eu buscava nesse dia especial, abri meus favoritos e encontrei um blog com as crônicas do Arnaldo Jabor, li duas (eu acho) e mesmo assim aquela paz que dominava meu dia ainda estava em branco, eu queria a qualquer custo transformar aquela tranqüilidade em letras, mas a imensidão da felicidade era maior.
Aquela tela em branco começou a me dar desespero, e o que eu buscava era uma coisa simples, eu só queria um bilhete da mega sena premiado e um tema para descrever toda aquela alegria, que por sinal já estava se despedindo para a troca de turno com o stress.
Não é possível, eu estava feliz e não conseguia transmitir, resolvi trocar de musica, continuei no Radiohead, mas agora com “Fake Plastic Trees” por mais que as letras sejam parecidas “FPT” abria um vazio maior na minha cabeça, voltei no “Creep”.
Resolvi analisar o dia anterior a essa felicidade, vai ver que o motivo desse dia de paz esteja la. Pensei, lembrei, relembrei e nada, depois de fracassar na tentativa de passar a diante o que eu sentia, resolvi desliga tudo e curti minha felicidade inexplicável, ate porque eu não sei quando ela vai me visitar de novo.


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adiV

Não tenho manto
Não tenho dono
Não tenho marcas
Eu não tenho nada.

Tenho uma rotina
Uma família
Um queijo e uma faca
Eu to na estrada

Um olho no chão, outro logo em frente
Não posso tropeçar muito menos perde a razão a tudo aquilo que se sente

Meu Cristo levo no peito
E meus pecados nunca me esqueço
Tenho tudo que preciso

Paz, rotina e um pouco de juízo.


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Sorrisos de plástico

Digam x, se abracem por um momento
Sinta a brisa, o vento

Digam x para o flash da ilusão que pára o tempo
Num futuro que não pára de chegar.

Digam x, fiquem juntos por mais algum segundos
Digam x, vamos, sorriam todos juntos
Vamos brincar de ser feliz em apenas um “click”

Não vivem, funcionam
Não morram, desliguem se
Não parem, fique em stand by
Após o click podem voltar ao seu lugar

Levam uma vida que oprimem a vida
Tentam entender o que não tem resposta
Fazem mal a si mesmo
Peguem uma maquina e digam x


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Passado, futuro e um desejo.

Não vou me render ao seu ponto de vista
Mesmo sabendo que meus pensamentos já foram seus um dia
Toda noite invadindo meus sonhos
Em um futuro que nem existiu
Agora são apenas lembranças em noites febris

Mesmo vivendo em mundos distantes
Parece que estamos mais unidos do que antes
Unidos pela utopia de um beijo
Passado, futuro e um desejo

Sempre tento fugir da minha monotonia
Se esquivando de pensamentos seus que vem todo dia
Estamos perdidos juntos, nos procurando lado a lado
O que nos uni hoje são os pensamentos e nossos lábios

Mesmo vivendo em mundos distantes
Parece que estamos mais unidos do que antes
Unidos pela utopia de um beijo
Passado, futuro e um desejo.


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Megafone dos anjos

É do alto que se tem a melhor visão sobre um todo
É do alto que vejo a grande corrida dos perdidos
É do alto que eu vejo o tempo na frente da vida
Correm por correr, sem saber se há um topo.

É do alto que eu me desespero
É do alto que fico de mãos atadas
É do alto da liberdade que vejo todos perdidos
Vivendo por viver sem saborear o tempo.

Mesmo com a presença do poeta da esperança
Vejo que eles não sentem muita confiança
Não percebem que o instrumento divino esta presente
Eles não se acham capazes de viver o que sentem.

É do alto do desespero que eles se perdem
É do alto da insanidade que eles se entorpecem
Acham que o mundo não merece a sua lucidez.


 
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